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Johnny Depp x Amber Heard: o novo capítulo de um dos divórcios mais ruidosos de Hollywood

Johnny Depp x Amber Heard: o novo capítulo de um dos divórcios mais ruidosos de Hollywood

Divórcios ruidosos são uma das marcas do
mundo das estrelas de Hollywood, e não é de hoje. Elizabeth Taylor e Richard Burton; Woody Allen
e Mia Farrow; e, para falar dos mais recentes, Angelina Jolie e Brad Pitt. Mas nos últimos anos, o grande exemplo disso
é a separação do astro Johnny Depp e da também atriz Amber Heard. Eles já não são um casal há mais de cinco
anos, mas sua história de amor que terminou em acusações de violência doméstica, difamação
e danos morais volta mais uma vez aos holofotes com um novo capítulo na Justiça americana. Eu sou Nathalia Passarinho, da BBC News Brasil
em Londres, e neste vídeo eu vou falar de uma das disputas mais rumorosas recentes de
Hollywood. Agora, Depp processa a ex-mulher por difamação
e pede 50 milhões de dólares. Do outro lado, Heard também acionou Depp
judicialmente e pede indenização de 100 milhões de dólares. Mas para entender isso, precisamos voltar
no tempo. Johnny Depp e Amber Heard começaram a namorar
no início de 2012, depois de se conhecerem no set do filme Diário de Um Jornalista Bêbado,
alguns anos antes. Em 2015, eles se casaram. Mas apenas 15 meses depois de oficializarem
a união, o relacionamento acabou. Heard pediu o divórcio e uma medida protetiva
contra Depp. Ela disse que seu então marido – 23 anos
mais velho que ela – a atacou “violentamente” e jogou um celular em seu rosto com “força
extrema”. Houve alegações de assédio também. A atriz listou o seguinte em documentos judiciais:
“abuso emocional, verbal e físico excessivo, agressões raivosas, hostis, humilhantes e
ameaçadoras”. Depp negou ter cometido os abusos. Um juiz concedeu a Heard uma medida protetiva
temporária. Mas horas antes do julgamento desse caso,
Heard e Depp divulgaram uma declaração conjunta dizendo que haviam resolvido a questão:
“Nosso relacionamento foi intensamente passional e, às vezes, volátil, mas sempre baseado
no amor. Nenhuma das partes fez acusações falsas
por ganhos financeiros. Nunca houve intenção de dano físico ou
emocional”, disseram eles. Depp deu a Heard US$ 7 milhões como parte
do acordo de divórcio – dinheiro que ela prometeu doar à União Americana de Liberdades
Civis. A equipe de Depp agora contesta que isso tenha
acontecido. As tensões se acalmaram por um tempo até
que, em 2018, Amber Heard escreveu um artigo de opinião no jornal The Washington Post
a respeito da cultura enraizada de abusos contra mulheres.  Ela disse: “Senti toda a força da ira que
nossa cultura nutre pelas mulheres que se manifestam”. E também: “tive a rara vantagem de ver, em
tempo real, como as instituições protegem os homens acusados de abuso.” A atriz não mencionou o ex-marido ou qualquer
outro suposto agressor pelo nome. Mas, para Johnny Depp, o texto constituía
uma difamação contra ele, por se referir a um período em que o público sabia que
eles estavam juntos. O ator, que já foi um dos queridinhos de
Hollywood, estrela de filmes como os da série Piratas do Caribe, alega que a acusação
descarrilou sua carreira e prejudicou sua reputação de modo incalculável.  O advogado dele escreveu o seguinte na ação
contra Amber Heard: “A implicação clara do artigo de que Depp é um agressor doméstico
é categoricamente e comprovadamente falsa”. “Suas alegações são parte de uma farsa
elaborada para gerar publicidade positiva para a Sra. Heard e promover sua carreira.” Agora, o caso será analisado pela Justiça
do Estado americano da Virgínia, onde o Washington Post é fisicamente impresso. A escolha desse Estado para o processo judicial
parece ser parte de uma estratégia dos advogados de Johnny Depp: a Virgínia tem leis estaduais
mais brandas no que diz respeito a prevenir que pessoas usem processos judiciais – como
um de difamação – para intimidar pessoas que estejam exercitando sua liberdade de expressão. Na prática, se o processo tivesse sido registrado
na Califórnia, Amber Heard provavelmente teria conseguido contestá-lo imediatamente
alegando que se tratava de um assunto – como a violência doméstica – de interesse público. Já a Virgínia não permite que partes em
ações por danos morais utilizem essa proteção nos estágios iniciais dos procedimentos judiciais. Ainda assim, advogados ouvidos pela repórter
Holly Honderich, da BBC, afirmam que Johnny Depp ainda terá vários empecilhos legais
para levar sua denúncia adiante, mas que certamente irá mais longe do que iria no
sistema judicial da Califórnia.   Essa não é a primeira vez que o ex-casal
se enfrenta na Justiça. Em 2018, antes da publicação do artigo de
Heard, Depp processou o News Group Newspapers Ltd, editora do jornal britânico The Sun,
por difamação por conta de uma reportagem que se referia ao ator como “espancador de
esposa”. Aquela batalha judicial foi entre Depp e o
The Sun. Mas, na prática, o julgamento em Londres
foi, ao longo de três semanas, uma disputa entre o ex-casal. Amber Heard afirmou perante a xorte que seu
ex-marido a havia atacado fisicamente em ao menos 14 momentos, durante surtos de ciúmes
causados por bebidas ou drogas, e tendo inclusive ameaçado ela de morte.  Johnny Depp negou isso, argumentando que a
ex-mulher teria forjado o papel de vítima em troca de ganhos financeiros e reputacionais. Ele também disse que era a ex-mulher quem
praticava violência: em um episódio, segundo ele, Amber Heard teria atirado uma garrafa
de vidro contra ele, que acabou cortando a ponta do seu dedo. Na Inglaterra, o suposto caluniador tem que
provar que o que disse é verdade. No caso, esse ônus, portanto, era do jornal
The Sun. Ainda assim, Johnny Depp perdeu o processo. Um juiz britânico decidiu que a “grande maioria”
das acusações de abuso de Heard poderia ser provada pelo “padrão civil” – o que significa
que é mais provável que o abuso tenha ocorrido que o contrário. No ano passado, um recurso de Depp nesse caso
foi recusado. Desde então, Amber Heard se tornou uma figura
pública em discursos e campanhas sobre violência doméstica e abuso sexual.  Agora, a batalha legal na Virgínia provavelmente
vai atrair muita atenção e repetir a troca de acusações que ocorreu no tribunal londrino.  Há 120 pessoas listadas como testemunhas
em potencial, inclusive celebridades como os atores James Franco e Paul Bettany e o
bilionário Elon Musk, além de executivos de estúdios de Hollywood. James Franco e Elon Musk entraram na lista
porque Johnny Depp acusou a ex-mulher de ter tido um caso extraconjugal com eles, algo
que ela nega. O CEO da Tesla deve testemunhar a favor de
Amber Heard. Musk ofereceu a ela prover “segurança 24
horas por dia” para protegê-la de Depp, de acordo com mensagens de texto lidas no julgamento
do caso The Sun em Londres. James Franco também é testemunha da atriz. Ela diz ter contado a ele sobre hematomas
que teriam sido causados por uma briga com Johnny Depp. Já o também ator Paul Bettany é amigo de
Johnny Depp e vai ser testemunha de defesa. Ele já disse que Depp é o “melhor e mais
gentil” homem que conhece. Mas Paul Bettany provavelmente vai ser questionado
sobre mensagens de texto trocadas com Depp em 2013, quando sugeriu, em tom jocoso, “afogar”
Amber Heard. A jornalista da BBC Holly Honderich resume
o que acontece agora da seguinte forma: “A batalha que se aproxima, esperada para
durar seis semanas, vai, de várias formas, ser uma nova versão do julgamento de Londres,
expondo detalhes sinistros do antigo relacionamento de Depp e Heard, com acusações de abuso
direcionadas aos dois lados”. Com isso, eu fico por aqui. Não se esquece de seguir a BBC News Brasil
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que a gente lançar vídeo novo. Até a próxima.

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